Partem tudo!
Terça-feira, Maio 12, 2009
Guerra Urbana, a Batalha dos Trocos
Em toda e qualquer situação de vida gosto de ter bem presente o valor conhecido como na gíria como "limite do razoável".
A meu ver, tal limite é apenas tocável (preferencialmente ultrapassável, neste caso), no caso de se tratar de uma situação de alarve parvoíce/pura estupidez/prova cabal de falta de discernimento. Aí sim, o "limite do razoável" não passa de um ponto de partida, de um, vá lá...padrão mínimo.
Há no entanto situações em que o "LdR" [ndr: "Limite do Razoável" ] já foi ultrapassado há vários semestres, com culpa de todos nós, que nos atiramos para trás, sem receios, no "puff" do conformismo. Assim de repente, aquela que me parece mais grave é o terrorismo psicológico de que somos vítimas quase diariamente na batalha conhecida como "A dos trocos".
Quando levantamos dinheiro num caixeiro automático, regra geral verifica-se o caso de já não o termos em quantidade suficiente para a próxima transacção, e quase sempre porque já não temos mesmo nadinha a não ser uma rupia e dois rublos que adornam o bolso da carteira, em jeito de recordação.
Felizmente, os caixeiros automáticos apenas nos permitem levantar papel-moeda (a.k.a. Notedo). No entanto, não existe uma única compra que efectuemos após um levantamento automático, em que o nosso cérebro não seja invadido pela "culpa" em nós induzida pelo funcionário responsável respeitante ao facto de não termos trocos. Não está errado não ter trocos! Pode-se "não ter trocos"! Raios me partam se eu não odeio trocos e funcionários terroristas! Quantas vezes não são estes mesmos camelos que nos encharcam de cascalho, porque ora "não tenho moedas de 1euro", "só tenho moedas de 4cêntimos", "ah.......não tem 30 cêntimos, mesmo?" entre tantas outras desculpas ridículas?! Com que direito nos fitam com olhos de quem condena?! Arre, porcos!
Não à guerra dos trocos! Não aos trocos!
Partem Tudo.
Terça-feira, Março 24, 2009
Caldo de Conversa
Pessoa A: Então foste partir o nariz ao rapaz?
Pessoa B: Ele é que começou. Deu-me uma sepa. Não admito que me toquem na nuca
Pessoa A: E era preciso dar-lhe uma cabeçada no nariz?
Pessoa B: Limitei-me a dar com a outra face.
Terça-feira, Fevereiro 17, 2009
Nomes de Doenças
Parkinson, Crohn e Down's fazem parte daquele ínfimo naipe de seres humanos que realmente marcam a diferença. Identificaram doenças e síndromas. Graças ao esforço e talento desta gente, a nossa vida torna-se um bocadinho menos penosa. Estamos a falar de seres humanos que cumprem em pleno a sua passagem na terra, e seus nomes, com toda a justiça, jamais serão esquecidos. Mas não é um bocadinho bizarro ter o nome, para todo sempre, associado a uma enfermidade? De cada vez que um idoso se esquece onde pôs a dentadura, Parkinson é invocado. Será que os descendentes de Crohn apreciam ver o seu apelido para todo o sempre associado a uma incontrolável urgência para defecar? Eu pelo menos, se descobrisse uma doença não pensaria logo: "Eia!! Deixa-me ir já registar!!". Não gostava de ver a tragédio dos últimos dias de vida agonizantes com um Araújo-Jorge galopante. "Olha...coitado...apanhou Araújo-Jorge...sempre lhe disse para não roer as unhas...". Não gostaria que a minha prol se visse a braços com o embaraço de uma campanha para angariar fundos para o combate ao Araújo-Jorge.
Isso leva-me à próxima questão: este blog anda pelas ruas da amargura. Serás que os meus amigos apanharam Ayres-Pereira? Ou será que sofrem de um estado avançado de Cabral-Menezes? Se calhar estão cheios de Feio-Mendonça nesses ossos, coitados.
Quarta-feira, Novembro 19, 2008
Barómetro Político
Como qualquer pessoa já notou, pode-se pré-avaliar um qualquer indivíduo em termos políticos por dois elementos. Essa pessoa nem sequer precisa de abrir a boca para se tirar a sua inclinação política. Basta saber como se intitula (o modo como gosta que o seu nome seja proferido publicamente) e a sua postura no mundo das gravatas.
Assim, tomei a liberdade de preparar dois gráficos que exemplificam na perfeição o que quero dizer:

Fig 1 - Gráfico de inclinação política pelo nome.
Na fig.1, pode-se atentar como os nomes variam da esquerda para a direita. Desde "Ana Drago", passando por "Jerónimo Sousa" ou "Alberto Costa", seguindo para "Luís Marques Mendes" e terminando no "Dr.Paulo Portas". Há excepções, mas esta é a regra.

Fig 2 - Gráfico de inclinação política pela gravata.
Na fig.2 vê-se também a inclinação política com base na gravata. Desde a não existência de gravata na extrema esquerda, a gravata vai sendo introduzida no PCP em tons de luto e com nós extremamente apertados, desenvolve-se no PS para gravatas em que castanhos e azuis já são autorizados e o nó já é visível a olho nu. Chegando à direita, o nó aumenta e já preenche o fim do colarinho na quase totalidade até se chegar às cores garridas e nós cheios que a bancada parlamentar do PP ostenta. Aqui, as excepções são bem mais raras.
Acho que é tudo o que é necessário fazer para se "tirar a pinta" a qualquer novo político que por aí ande. Escusam de agradecer.
Sexta-feira, Novembro 14, 2008
Ivo Cação
Ontem vi este nome genial na televisão. "Ivo Cação". "Evocação". É um surfista Gaiato. Acabo de googlar este nome e dar de caras com a frase mais genial de sempre:
O prémio espírito desportivo foi atribuído ao atleta Ivo Cação, pelo pedido público de desculpas aos juízes devido a atitude menos positiva durante a competição. (fonte: Federação Portuguesa de Surf)
Prémio "raciocínio distorcido" vai para esta frase. Parabéns!
Exemplos de outros raciocínios afins a este (imaginários)
Ex 1) O prémio de Produtividade e Esforço vai para a doutora Odete, pelas horas de trabalho dedicadas a resolver os problemas causados pela sua propria incompetência.
Ex 2) O pémio Higiene e Civismo vai para o menino Tozé, por ter limpo o cagalhão que fez no meio da sala de aula.
Beijocas
Mendes
Terça-feira, Novembro 11, 2008
Domingo, Novembro 09, 2008





